Wagner Borges – Buda, Homem da Paz / Buddha, Peace Man

BUDA, HOMEM-PAZ

“Falar do Buda* é falar de bondade…
É sentir o coração desabrochando sob o Sol da Paz.
O Iluminado viveu nas terras do Oriente, mas abraçou o mundo todo.
O seu coração não era oriental, pois o Amor é universal e incondicional.
O seu olhar era sereno como as águas do Lago Manosoravar, no Kailash**.
A sua aura tinha a cor dourada, que derretia as crostas da ignorância.
Vários Devas*** o acompanhavam invisivelmente, na assistência espiritual.
Por onde Ele seguia, eles espargiam as essências sublimes da compaixão.
Ele não se considerava um dos instrutores do mundo e nem pensava nisso.
Ele só queria despertar a Criança-Buda no coração de todos…
Ele sabia que a Terra Pura dos Budas não era um lugar no plano espiritual.
Para Ele, todo lugar era puro. Ele só via bondade em tudo (esta era sua
condição).
Mesmo nos espíritos atormentados, Ele via a bondade latente em seus
corações.
Ele nada julgava, só compreendia e ensinava que a riqueza real é a Luz
da Paz.
Muitos o temiam, porque, diante d’Ele, as máscaras caíam e só ficava o Amor.
Eles tinham medo de suas emoções, pois precisavam parecer fortes no mal.
Mas quando Ele chegava, eles também choravam… O Amor revelava o Buda
neles.
E Ele via a Criança-Buda dentro deles. Ele sabia. Ele amava. Ele ria…
Sim, Ele ria e fazia a Criança-Buda rir junto, enquanto o ego dos homens
chorava.
Ele era Homem-Paz. Era Uni-Amor. Era a Serenidade-Dourada. Era a
Criança-Luz.
Falar do Buda é isso: bondade, bondade, bondade…
Om Mani Padme Hum!”

-Wagner Borges

 

 

Buddha, Peace Man

“To speak of the Buddha * is to speak of goodness …
It is to feel the heart blossoming under the Sun of Peace.
The Enlightened One lived in the lands of the East, but embraced the whole world.
His heart was not oriental, for Love is universal and unconditional.
His gaze was serene as the waters of Lake Manosoravar, in the Kailash.
His aura was golden in color, melting the crusts of ignorance.
Several Devas followed him invisibly in spiritual assistance.
Where He followed, they sprinkled the sublime essences of compassion.
He did not consider himself one of the world’s instructors, nor did he think of it.
He just wanted to awaken the Buddha-Child in everyone’s heart …
He knew that the Pure Land of Buddhas was not a place on the spiritual plane.
To Him every place was pure. He only saw kindness in everything (this was his
condition).
Even in the tormented spirits, He saw the latent goodness in his
Hearts.
He judged nothing, only understood and taught that the real wealth is the Light
Of Peace.
Many feared Him, because, before Him, the masks fell and only Love remained.
They were afraid of their emotions, for they had to look strong in evil.
But when He came, they also wept … Love revealed the Buddha
on them.
And He saw the Buddha-Child within them. He knew. He loved. He laughed …
Yes, He laughed and made the Child-Buddha laugh together, while the ego of the men
Cried
He was Peace-Man. It was Uni-Love. It was the Golden Serenity. It was the
Child-Light.
To speak of the Buddha is this: kindness, kindness, kindness …
Om Mani Padme Hum! ”

-Wagner Borges